Você já parou para pensar em quanto a sua operadora de internet sabe
sobre as suas atividades dentro da rede? Seja em uma conexão discada ou
mesmo em um plano de banda larga, existe um provedor para esse serviço e
ele é capaz de enxergar tudo o que você faz.
E agora, o que isso quer dizer?
Para os provedores brasileiros o que importa mesmo é a quantidade de
dados que você está transmitindo, seja para baixar algo ou para enviar
arquivos a partir do seu computador. Isso quer dizer que, não importa
exatamente o que está sendo transmitido e sim o quanto de banda você
está usando.
Apesar de ser possível para os
provedores verem o que você está baixando ou enviando, eles não fazem
isso, ou pelo menos não na maior parte do tempo. É claro que, em casos
extremos de pirataria que acabem caindo na justiça, os provedores podem -
e irão - fornecer esses dados, porém no dia a dia não é isso o que
acontece.
De acordo com os contratos das maiores
operadoras de banda larga do Brasil, toda a responsabilidade sobre o
conteúdo transmitido na rede é do utilizador, sendo que eles “lavam as
mãos” em casos de má utilização. Existem clausulas dentro da maior parte
desses contratos proibindo práticas ilegais na internet, porém não
existe realmente uma fiscalização disso. Em alguns casos, inclusive,
fica explícito que isso só será monitorado em casos especiais e
particulares.
Se é assim, por que a internet fica lenta?
Aqui no Brasil, o problema da pirataria não é tratado diretamente com
as operadoras de banda larga.
A lentidão da rede é ocasionada pelo
volume de dados que a pessoa está usando de uma só vez, e não exatamente
pelo conteúdo dos arquivos que estão sendo baixados.
Isso acontece principalmente quando está sendo utilizado algum
programa para baixar torrent ou ainda softwares que permitem o
compartilhamento P2P, já que, muitas vezes, o utilizador não faz o
controle do tráfego máximo para download e upload e acaba usando toda a
capacidade da rede. O problema é que isso pode afetar não só a sua
internet, mas a de toda a região, fazendo com que a operadora tenha que
intervir e baixar a sua conexão forçadamente.
Outro detalhe, e que está previsto no contrato da maioria das grandes
operadoras de banda larga do país, é que quando o volume de dados
mensal atinge o seu máximo, a empresa pode abaixar a conexão daquela
pessoa até o mínimo oferecido e manter essa velocidade até o final do
mês. A quantidade de dados necessária para se atingir esse limite é
diferente em cada caso, já que depende da franquia assinada.
Se você não quer ter mais problemas com isso, veja este artigo
que ensina como limitar o volume de dados enviados e recebidos nesses
programas de compartilhamento e tenha toda a velocidade de internet do
seu plano durante o mês inteiro!
E como é fora do Brasil?
A identidade desses usuários, com esse acordo, não é divulgada, mas
as operadoras de internet avisam via email que a pessoa está cometendo
um ato ilícito. Esse alerta é feito até seis vezes e se, mesmo depois
disso, o utilizador não parar, a conexão é reduzida até o mínimo
possível oferecido por aquele provedor ou ainda é cortada, sendo preciso
entrar em contato com a empresa para pedir a liberação.
Esse é um acordo relativamente brando, no entanto, se for comparado
com um projeto que está tramitando no congresso americano, o SOPA (sigla
para Stop Online Piracy Act, que em português é algo como “Ato
pela paralização da pirataria online“). Se ele for aprovado, isso pode
significar o fim de muitos sites e meios de conseguir conteúdo (de todo o
tipo, não apenas ilegal) na rede.
Censura rígida para os americanos
Esse projeto dá a possibilidade para que empresas detentoras de
conteúdos protegidos (como os estúdios de Hollywood ou as gravadoras
musicais) peçam que o governo americano retire do ar sites com conteúdos
ilegais, ou ainda que companhias de cartões de crédito ou pagamento
online (como o Paypal) deixem de poder atuar nesses sites.
Outro grupo atingido é o dos buscadores, como o Google, Bing e Yahoo,
já que com a aprovação do SOPA o governo pode também pedir que eles
retirem links das suas pesquisas, de acordo com o requerimento das
gravadoras e estúdios, além de empresas de software pago. Isso daria ao
governo plenos poderes para censurar o conteúdo online e, por isso, o
projeto está sendo duramente criticado.
Para saber mais sobre esse projeto bastante rigoroso e polêmico, leia este artigo
que explica mais a fundo quais serão as maiores consequências se isso
for, de fato, aprovado e colocado em prática da maneira que ele está
escrito atualmente.
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